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Engenho de mandioca: os detalhes que envolvem a produção

Saber como funciona um engenho de mandioca é uma ideia muito interessante para quem deseja conhecer a cultura de Santa Catarina. Com mais de três séculos de tradição, esse processo de fabricação local é conhecido por fazer a farinha extremamente fina e saborosa que reúne grandes histórias da cultura indígena e portuguesa. 

engenho de mandioca

Só para que você tenha uma ideia da riqueza do assunto, quando a prática surgiu, Florianópolis se chamava Nossa Senhora do Desterro e a população era de 300 pessoas. No século 19, as famílias produtoras participaram de grandes movimentos históricos e alimentavam os batalhões em guerra. Ou seja, é um passeio imperdível em seu roteiro. 

Quer saber mais? Então acompanhe como funciona um engenho de mandioca.

Entenda como o engenho de mandioca funciona

A tradicional produção da farinha de mandioca é uma atividade que desperta bastante curiosidade. O primeiro passo envolve o cultivo da mandioca que depende de alguns fatores essenciais, como a fertilidade do solo, do porte da variedade e do objetivo de sua produção. Vale lembrar que os tratos culturais e o formato de colheita também faz muita diferença nos resultados. 

Dentro do processo do engenho, existe a roça onde a raiz é plantada e, depois de colhida, passa pelas etapas que formam a farinha. Ao definir a melhor época para a colheita e os cuidados específicos com o solo, o último passo consiste na raspagem da mandioca e na inclusão em aparelhos que produzem a farinha, como o moedor, prensa e forno.

engenho de mandioca

Conheça a tradição catarinense 

No litoral de Santa Catarina, a tradição da “farinha de guerra” chama a atenção pela qualidade e por atravessar diversas gerações. No estado, o produto da mandioca é resultado do encontro de culturas indígenas e portuguesas que se destacaram na região com ideias criativas. 

Esse tipo de cultivo existe há mais de 300 anos e envolve, atualmente, cerca de 60 engenhos responsáveis por farinhas extremamente saborosas. São opções bem fininhas e claras que agradam até aos paladares exigentes. Aqui, a maior parte dos produtores faz o processo para o consumo próprio, mas alguns conseguem vender como forma de complementar as despesas do dia a dia. 

O grande segredo do ofício é que a mandioca não precisa de muita dedicação depois do plantio. A partir disso, quem produz em engenho pode se dedicar aos outros afazeres enquanto ela cresce. Para preservar a tradição, a Associação Comunitária Rural de Imbituba (Acordi), aguarda que a farinha catarinense seja reconhecida como patrimônio cultural do Brasil.

Cultura permanece viva na Praia do Rosa

Na Praia do Rosa, a tradição dos engenhos de mandioca permanece viva entre as famílias nativas do local, passando de geração para geração.

Um dos fatores que mais chama a atenção é como essas famílias possuem técnicas especiais para que a sua farinha seja única. Vale lembrar que a comida desse tipo de engenho não se resume somente ao consumo de mandioca. As famílias fabricam também beiju a partir da massa quente e bijajica.

engenho de mandioca

É uma atividade incrível. O cheiro de fumaça, à farinha e a inclusão no fogão de lenha fazem o visitante se transportar para uma espécie de filme de época em que tudo é muito peculiar. Para fechar a visita com chave de ouro, na pausa da fabricação, os mais tradicionais dançam o “boi de mamão” que é parte do folclore catarinense e faz alusão ao animal que fez a roda girar no começo das plantações. 

Então aqui fica a nossa dica: explorar a tradição do engenho de mandioca, assim como acompanhar de perto a pesca da tainha e ver os pescadores puxando as redes, é uma ótima oportunidade de conhecer a cultura local e ter experiências que expandem os pensamentos. 

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